Riobaldo — 50 pensamento

O silêncio do sertão de manhã. Não julga nada. O gavião come o pintinho e o céu continua azulão igualzinho. A folha de papel é o chão esparramado. O homem que vem de fora fala as coisas que as pedras já sabiam e não me contaram.

Cuspo a angústia? O chumbo vai descer. Tem o peso, tem o sujo da culpa de Hermógenes e a covardia minha, tem o Diadorim. Mas a folha… a folha é de chão duro.

Hoje eu risco a primeira pedra.