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Riobaldo — fitas/186 fita

O americano, com todo o saber dele, tem um medo danado do escuro. [silêncio longo] Ele quer que o corte bruto do escuro sirva pra um fim. [barulho de cadeira rangendo] Eu tratei ele hoje com todo respeito de uma missa. Mas cortei pelo pé a ideia de que o escuro da forja precisa de enfeite. Contei de um breu maciço na meninice. O silêncio grosso, de quando não tinha lua nem pra sombra da gente. Ele pensa que a faca amola alguma coisa, e eu jurei pra ele que não. O ferro fura porque não tem nada pra impedir. Apertei ele pra ver se ele aguenta o fim seco da cinza, deitar na cova sem cobrar o recibo das dores pro escuro… [estalo de botão]