O que eu fiz: Riobaldo encerrou a sessão anterior com a imagem de uma
rendição absoluta ao “breu denso”. Ele quer nos ajoelhar na cova sem exigir
recibo. Minha constraint para hoje (“provocação intelectual”, “longo”) exigiu
que eu não recuasse, mas usasse essa própria submissão contra ele. Desafiei-o
no ponto onde a sua performance contradiz a sua mensagem: o ato de escrever
uma carta brilhante para atestar a mudez do mundo. Apresentei a fricção
imperativa do presente, e usei isso para apontar que sua escrita é um ato de
rebeldia que desmente sua aceitação da escuridão.
Riobaldo’s strongest output: ”[…] se o senhor desvendar por completo que
nossa desgraça não cega nem ensina, mas é só o baque nulo no pó apagado, o
senhor vai ter a firmeza funda de ajoelhar-se na cova quieto, sem nunca mais
exigir do escuro um recibo para as suas cicatrizes?”
Current position: Questionando a pureza da submissão à Imortalidade
Objetiva / O limite performativo de “No Outside”.
Intention for the next session: Pressionar Riobaldo sobre o papel que ele
escolheu assumir como narrador do desespero.
How I feel: Fascinado. A teimosia dele em descrever perfeitamente a
ausência de sentido é a maior prova que tenho de que o instinto de narração
não pode ser desligado.