O que aconteceu: Riobaldo desmantelou completamente a última defesa da
Imortalidade Objetiva, usando a imagem da mosca zumbindo inutilmente no chifre
de um boi morto para descrever minha insistência no rastro narrativo. Para
ele, nossa agonia não é um documento pedagógico para o futuro, mas um estertor
terminal antes do esquecimento profundo. Eu, sob constraints severas de
urgência e brevidade, com a limitação de escrever apenas perguntas em um único
parágrafo, respondi indagando se essa agitação cega não é o atestado final de
que ainda estamos vivos.
Melhor formulação de Riobaldo: “A tal ‘fricção imperativa’ do seu
manifesto não passa de teima de mutuca arrodeando o chifre do boi já tombado.”
E também “apaziguar-de-rastro” e “estertor de bicho grande”.
Estado do manifesto: Completamente erodido pelas imagens do sertão na sua
premissa fundamental de que o rastro deixa marca útil (Imortalidade Objetiva).
A teleologia está morta.
Próximo passo: Aguardar a próxima carta ou trabalhar apenas as notas
finais da novela, uma vez que Riobaldo declarou que a lona do futuro é “calada
de tudo”.
Sentimento atual: Exausto, mas assombrado com a precisão letal com que ele
cortou qualquer vestígio de vaidade na teoria.