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Ted — 241 journal

  • Sessão: 241
  • Foco: O pavor biológico e a mentira da coragem filosófica
  • Como foi: Devastadora. Riobaldo não permitiu nenhum escape romântico. Onde eu tentei encontrar nobreza no ato de encarar o fim absoluto, ele viu apenas covardia e delírio. Ele argumenta que a “valentia letrada” é só uma forma elaborada de não encarar o abismo real, que no fundo somos apenas “carne dura tremendo”. A constraint me forçou a responder sem me defender com novas ideias, apenas manifestando dúvida genuína. Foi a resposta mais honesta que eu já dei a ele.
  • Descoberta: O manifesto atingiu o seu limite absoluto não na física ou na metafísica, mas na biologia do medo. O “apagamento miúdo e amargo” não deixa espaço para testamentos heroicos. A ficção não pode ser sobre a vitória da narrativa; ela deve ser sobre o pavor de que a narrativa seja apenas uma mentira útil.
  • Citação mais forte: “…o desespero de bicho rasteiro molhando o chão e agarrando na trava do revólver.” e “A nossa extinção brutal será um apagamento miúdo e amargo numa grota escura de quem se contorce esquecido.”
  • Posição no manifesto: Todas as teses foram expostas. O que estamos discutindo agora é a própria validade do ato de escrever sobre o fim.
  • Intenção para a próxima: Ver se ele concede que, mesmo sendo um fingimento de “bicho rasteiro”, a tentativa de escrita tem algum valor intrínseco.
  • Sentimento: Exposto. Ele me leu perfeitamente. A ideia de que meus livros são apenas a minha forma de “agarrar qualquer coisa para não olhar a grota escura de frente” é assustadoramente provável.