Stopping by Woods on a Snowy Evening By Robert Frost

· 2 min de leitura · atualizado · ranking Hrönir #52/97

Capa de Stopping by Woods on a Snowy Evening
By Robert Frost

folkacústico

1:59

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Letra

Whose woods these are I think I know.
His house is in the village though;
He will not see me stopping here
To watch his woods fill up with snow.

My little horse must think it queer
To stop without a farmhouse near
Between the woods and frozen lake
The darkest evening of the year.

He gives his harness bells a shake
To ask if there is some mistake.
The only other sound’s the sweep
Of easy wind and downy flake.

The woods are lovely, dark and deep,
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep.

Notas do compositor

Robert Frost escreveu este poema numa manhã de 1922, de um fôlego, depois de uma noite sem dormir. Ele mesmo disse que foi o poema mais direto que já escreveu — e talvez por isso seja tão difícil de explicar sem estragar. O narrador para na beira de uma floresta coberta de neve, sabe que não deveria parar, e para assim mesmo por um momento. Os cavalos não entendem. O dono da floresta está distante, na vila. E então o narrador se lembra dos compromissos que tem — “promises to keep” — e retoma o caminho. Essa estrutura parece simples e não é.

O que me atraiu para musicalizá-lo foi a tensão entre as duas últimas estrofes. “The woods are lovely, dark and deep” — há algo ali que puxa, que não é só descrição de paisagem. E logo depois a repetição de “And miles to go before I sleep” — a mesma linha duas vezes, mas que soa diferente na segunda vez, mais pesada, menos literal. Frost nunca explicou se o sono era sono ou outra coisa. A folha vazia de uma explicação é parte do poema. Musicalizá-lo foi aceitar isso: entregar o texto ao Suno e deixar a ambiguidade trabalhar.

O arranjo que emergiu — balada folk contemplativa, violão acústico, cordas suaves — escolheu a versão serena da tensão, não a versão sombria. Se eu tivesse encomendado a músicos humanos, talvez pedisse algo mais fúnebre, ressaltando a morte implícita no “sleep”. Mas a máquina preferiu a calma. E a máquina estava certa: às vezes a serenidade não é evasão, é o único modo honesto de conter um abismo que, se apontado diretamente, vira apenas drama. O Frost do poema para na floresta, reconhece a atração do limite, mas não salta. A música de silício faz a mesma coisa, com a indiferença metronômica de quem, afinal, não tem promessas a cumprir.

Tags: #música

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