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O Regral
Música de Franklin Baldo — O Regral
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O Regral
[Style: Brazilian Viola Caipira · Pantanal Folk · Acoustic · Slow Tempo · Contemplative · 5:34
Letra
[Intro] [Solo de Viola Caipira, lento e melancólico] [Som de natureza noturna ao fundo] [Spoken Word] [Voz grave, estilo contador de histórias] Dizem que existe uma coisa, compadre. Não é santo, não é planeta. É uma trama feita de toda lei que o destino já pisou. O povo antigo chamava de... "O Regral". Parece nome de fazenda, né? Mas é a fazenda de tudo que existe. [Verse 1] [Canto suave, toada lenta] Imagina um arquivo que não tem cerca nem fim Não tem livro, nem porteira, só veredas no capim Cada "se" que a gente fala, cada sonho pra nascer Já tava escrito na terra antes mesmo de chover Empilhado feito espelho, refletindo o refletir Onde a imagem não acaba, e o olhar tem que seguir [Pre-Chorus] [A viola ganha corpo, harmonia cresce] Não é só esse mundão que a gente pisa no chão É um balaio de mundos, numa grande confusão Toda roupa que o céu veste, ele veste de uma vez Toda guerra, toda paz, todo dia, todo mês E se cabe toda lei, nesse pasto sideral... Por que não vira um grito, num silêncio, afinal? [Chorus] [Emocionante, Vozes Dobradas, Aberto] É O REGRAL! É O REGRAL! A colheita de tudo, do bem e do mal! É a grande Calculança, no espaço sideral Tudo que pode acontecer, no galope final Transbordando da represa, nesse temporal! É O REGRAL! É O REGRAL! Um coral de cigarra cantando sem parar Mas no meio dessa toada... Uma nota inda vem me visitar. [Verse 2] [Ritmo de Guarânia, um pouco mais rápido] É cidade ou matagal onde tudo tem seu dono Cada curva da estrada já tirou o nosso sono Cada acaso tem hora, nesse vasto entroncamento Numa mesa de telefone feita só de pensamento Sem telefonista, moço! É linha cruzada, sem ninguém pra operar! Chamam de "computação", mas eu chamo de "vendaval" Frente fria colidindo, chuva sobrenatural Raio escrevendo a conta, riscando o céu de anil Num papel que nunca acaba, maior que o nosso Brasil [Bridge] [Suave, apenas dedilhado, etéreo] Onde a gente se acomoda, no meio desse estradão? Somo página virada? Ou um tropico no chão? Ou será que o Regral, nessa sua imensidão... Tá se olhando no espelho d'água do nosso coração? Talvez a vida seja ele, usando a gente de máscara Aprendendo num sorriso, o segredo da casca. [Guitar Solo] [Solo de Viola bonito e triste] [Chorus] [Com muita força e sentimento] É O REGRAL! É O REGRAL! A colheita de tudo, do bem e do mal! É a grande Calculança, no espaço sideral Tudo que pode acontecer, no galope final Transbordando da represa, nesse temporal! É O REGRAL! É O REGRAL! Um coral cantando tudo, a viola a chorar E no meio do barulho... Uma nota inda corre no meu sangue. [Outro] [Viola desaparecendo no silêncio] Um objeto feito de todas as regras. Que conceito absurdo. (Suspiro longo) Mas tamo aqui, né? É o Regral. [End]