
Letra
[Verse 1]
Naquele império, a Arte da Cartografia
alcançou tal perfeição:
um mapa de uma única província
ocupava uma cidade inteira,
e o mapa do Império
uma província inteira.
[Verse 2]
Com o tempo, estes mapas desmedidos
não bastaram —
e os colégios de cartógrafos
levantaram um mapa do Império
que tinha o tamanho do Império
e coincidia ponto por ponto.
[Chorus]
Mapa do Império,
mapa tão vasto quanto o próprio chão.
Mapa do Império,
espelho inútil em suas mãos.
[Verse 3]
Menos dedicadas ao estudo,
as gerações seguintes julgaram inútil
esse dilatado mapa —
e não sem impiedade
entregaram-no ao sol
e aos invernos.
[Bridge — spoken]
Nos desertos do Oeste
perduram ruínas despedaçadas do mapa,
habitadas por animais
e por mendigos.
Em todo o país
não há outra relíquia
das disciplinas geográficas.
[Chorus — variação]
Mapa do Império,
desfeito em areia e tempo vão.
Mapa do Império,
tua perfeição foi perdição.
[Outro]
Ruínas no deserto,
espelhos da ciência em pó.
A cartografia se curva,
o rigor também se dobra.Você também pode gostar
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