Capa de Leite no Salão-Bar

Canção

Leite no Salão-Bar

Música de Franklin Baldo — Leite no Salão-Bar

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Letra

[Intro]
(Viola Caipira playing a rhythmic Cateretê strumming)
(A lively, catchy intro)

[Verse 1]
Dois domingos depois, o telefone tocou
Foi a primeira vez que o primo me chamou
Disse: "Vamos sair, ver o que o progresso criou"
Na esquina da rua, um tal 'Salão-Bar' inaugurou
Obra de Zunino e Zungri... o dinheiro ali sobrou

[Verse 2]
Fui com resignação, sem ter muita vontade
O lugar era o símbolo da tal modernidade
Luz forte que cega, sem nenhuma intimidade
Mesas de ferro frio, servindo a vaidade
O primo achava chique, aquela calamidade
Pedimos dois copos de leite... quanta felicidade!

[Chorus]
(Stronger, slightly humorous tone)
Ele alisou o bigode e foi direto ao ponto
"Primo Borges, escuta, não me tome por tonto
Meu poema é um tesouro, disso eu não desconto
Mas precisa de um prólogo, pra aumentar o seu conto!"

[Verse 3]
"Fale com o Álvaro Lafinur, aquele autor de desponte
Peça pra ele escrever... pra servir de horizonte"
Eu balancei a cabeça, fiz a confirmação
"Pode deixar, primo Carlos, tá na minha mão!"
Mas por dentro eu sabia... era tudo invenção

[Bridge]
(Viola Solo - Mischievous sound)

[Verse 4]
Prometi falar quinta, num jantar do Clube de Leitura
(Um jantar que não existe, pura e simples impostura)
Saí de lá decidido, mantendo a postura
Mas assim que dobrei a esquina, mudei a figura
O tal pedido do Álvaro... foi pra sepultura
Resolvi não fazer nada, com a maior cara dura!

[Outro]
O telefone tocou a semana inteira...
(Pause)
Eu não atendi.
(Viola slows down)
Deixei o primo e o prólogo... comendo poeira.
(Final sharp strum)

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