
Letra
[Lyrics]
[Intro]
(Viola Caipira com ponteado firme e grave)
[Verse 1]
Em vinte e nove, a visita era curta e marcada
Sete e quinze eu chegava, pra cumprir a jornada
Mas em trinta e três, a chuva foi minha aliada
O temporal me prendeu, e a mesa foi arrumada
Em trinta e quatro, o alfajor foi a minha entrada
Fui ficando pro jantar... e a rotina foi cravada
[Chorus]
(Melancholic and longing)
Por que eu volto todo ano? O que me faz suportar?
São "aniversários melancólicos", pro meu peito acalmar
É um "erotismo inútil", que eu insisto em cultivar
Vendo as fotos da Beatriz, espalhadas no lugar
Eu suporto qualquer coisa... só pra ela eu relembrar
[Bridge]
(Tempo stays steady, tone becomes sharper/critical)
Mas o preço que eu pago é ouvir o primo falar...
[Verse 3]
(Voice conveys annoyance/disdain)
Carlos Argentino Daneri, com seu jeito de gesticular
Rosado, robusto e grisalho, com um "esse" a sibilar
Trabalha na biblioteca, mas não tem o que ensinar
É autoritário e inútil, gosta de se amostrar
Sua mente não para nunca... mas não sai do lugar!
[Verse 4]
(Emphasizing the insults)
Eu analiso esse homem, com frieza e atenção
A atividade mental dele é pura agitação
Apaixonada, versátil... mas sem direção!
É "completamente insignificante", é essa a conclusão
Ele faz analogias que não têm pé nem mão
E eu balanço a cabeça, escondendo a irritação
[Outro]
Levo conhaque e presente, engulo a indignação
O Carlos é o meu castigo...
E a Beatriz... a minha devoção.
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