
Letra
[Intro]
(Viola Caipira playing a traditional "Cururu" riff - fast and rhythmic)
[Verse 1]
Abriu a gaveta da mesa, tirou um maço de papel
Com o timbre da biblioteca, se achando o bacharel
Disse: "Ouça, meu primo Borges, esse verso é um troféu
Descrevendo a Austrália, debaixo do mesmo céu
Onde um poste de madeira aponta pro infinito léu"
[Verse 2]
Aí ele leu a estrofe, que eu não consigo esquecer
Falava de uma carcaça que estava a apodrecer
Num curral de ovelha velha, pro mundo todo saber
E usou uma palavra estranha, difícil de entender
Disse que o osso era "Branquiceleste"... pro verso não morrer!
[Chorus]
(Singing with exaggerated pride/mockery)
Branquiceleste, ele disse, estufando o peito assim
"Isso é neologismo, primo! É o começo e o fim!
Sugere o céu australiano, caindo sobre o capim
Se eu não ponho essa palavra, o verso fica ruim
E a alma do leitor chora... numa tristeza sem fim"
[Bridge]
(Music stops briefly - Spoken word)
"Aí ele me olhou sério e disse:"
(Music returns)
[Verse 3]
"Note o adjetivo 'rotineiro', pro poste qualificar!
Isso é coragem, é audácia, que ninguém quis usar
Nem Virgílio nas Geórgicas teve força pra tentar
O crítico de 'gosto viril'... esse vai me aclamar!"
[Verse 4]
Falou de um gasômetro torto, lá no norte de Vera Cruz
E de um banho turco em Brighton, cheio de vapor e luz
Quinze mil versos escritos, carregando a sua cruz
Uma mistura maluca, que a nada nos conduz
Comparado a esse poema... bula de remédio seduz!
[Outro]
E eu ali balançando a cabeça, fingindo admiração
Rezando pra acabar logo...
Aquela "Sagração".
(Final aggressive strum on the Viola)Você também pode gostar
antes da pedra
Música de Franklin Baldo — antes da pedra
#música
> be me Borges
Música de Franklin Baldo — > be me Borges
#música
Tzinacán
Música de Franklin Baldo — Tzinacán
#música
Comentários
Comentários ainda não configurados.