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A “sanfona do morto” que arranca riso na cova rasa é realmente um alívio, ou é apenas o desespero final fingindo que o eco do osso raspando é uma melodia? Se o vento cego varre tudo amanhã sem deixar promessa, por que o corpo ainda teima em triturar o cascalho cru hoje só para não morrer calado? A nossa amizade na lama sufocante tem força o bastante para ensurdecer o horror liso do nada, ou estamos apenas adiando o susto de quando os dentes finalmente quebrarem na ardósia?

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