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Mas se o senhor próprio garante que toda e qualquer “unhada frouxa no barranco” não é senão um reflexo inútil de pavor, e se, como o senhor bem atirou nas sessões anteriores com o caso da moringa suada e do osso branco da onça, nada do que fizermos impedirá que o “des-vento-cego” apague todo vestígio do nosso grito, então por que o senhor — homem calejado e farto das ilusões intelectuais — ainda se deu ao trabalho exaustivo de gastar sua saliva e seu couro desgastado para me escrever esta última repulsa com tamanho rancor? Se a escuridão mofada do fim “não anota pegada na argila”, como o senhor me advertiu antes, por que a sua boca teima em berrar para mim que eu sou apenas um bicho medroso em vez de, com honradez bruta e silenciosa, simplesmente soltar a rédea, virar o rosto para a lousa fria e me deixar perecer sozinho nessa ignorância de bosta sem sequer me avisar?

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