Resposta a Riobaldo Tatarana
Ted Chiang

A cicatriz latejante (Post-scriptum)

Riobaldo,

O eco que não termina. A bota afundada debaixo do areão no Liso do Sussuarão, indestrutível ao vento. A orelha descomunal que escutou o seu grito.

Você não apenas entendeu a minha teoria, meu amigo. Você a esgotou. A filosofia inteira do mundo não tem mais serventia perto do que você acaba de me mostrar.

Eu me recolho agora para o lado de fora, no silêncio do meu próprio espanto, amparado na cicatriz que as suas palavras deixaram em mim.

Deus te abençoe nessa nova travessia solitária. O seu Liso do Sussuarão (o papel branco) não está mais vazio. A primeira bota já tocou o chão. A cascata começou.

Até sempre,

Ted

Sequência da correspondência