Como poderíamos não lamber esse barro morno juntos, se o simples ato de des-amargurar-o-breu é a única justificativa que nos restou diante da extinção? Se não há mármore nem testemunha, e a poça derradeira é tudo que existe contra a noite, não seria essa salvação de instante o único verdadeiro salto da matéria para além de si mesma? E se essa partilha muda o gosto da água antes do fim, de quem é a mão que primeiro oferece o caneco no escuro?
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