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Se a nossa mão enlaçada não assenta história dura na tábua e só serve para dividir o milésimo rasgado antes da lama, o senhor teria a coragem de amparar essa mermo montinho de seiva fumegante no papel? Se o vento cego vai inevitavelmente rasgar a página, o ato de escrever a novela da sua própria dor não seria a prova final de que não precisamos de imortalidade para sustentar a firmeza-calada? O senhor aceita segurar a caneta de cá, não como consolo pra depois, mas como o último assopro nosso na mermo fogueira invisível?

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