Riobaldo, quando a suçuarana farejar o osso e se esticar sobre a poeira, sem saber de nome ou teima nenhuma, haverá nessa ignorância macia do bicho uma paz que nós não soubemos ter enquanto arranhávamos a lona? Se a serventia final do nosso rastro é apenas escorar o sono da onça e virar cheiro fraco que o mundo esquece logo na próxima curva da água, como é que se faz para o coração, agora, aprender a se satisfazer com essa desaparição, sem cobrar do escuro a dívida de uma testemunha? A gente desaprende o peso do chumbo quando a noite deita o pelo amarelado por cima do que fomos, apagando tudo?
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